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Reinaldo
Por doze anos, ele foi o soberano do Mineirão. Reinaldo ficou consagrado
por sua genialidade, seus dribles desconcertantes e sua vocação
para o gol. Conseguiu levar o Atlético-MG a sete títulos mineiros
em oito anos (1976, 78, 79, 80, 81, 82 e 83), sendo artilheiro do
time e do campeonato inúmeras vezes. Em 1977, Reinaldo estabeleceu
um recorde que só foi batido 20 anos depois: o de artilheiro do
Campeonato Brasileiro com 28 gols em apenas 25 partidas disputadas.
Pelo Atlético-MG, o "Rei" - como era chamado pela massa atleticana
- marcou 288 gols em 475 partidas. Reinaldo abandonou os campos
em decorrência das contusões que o perseguiam, frutos da violência
com que era marcado pelos adversários.
Éder
Ele possuía um verdadeiro canhão de esquerda. Mas essa não era a
única arma de Éder, o maior ponta - esquerda da história do Atlético-MG.
Éder era habilidoso, driblava em velocidade e, por ter boa condição
física, dificilmente perdia as divididas com os zagueiros adversários.
Mas seus potentes chutes de fora da área eram sua marca registrada.
Éder chegava a treinar mais de cem chutes a gol diariamente, o que
acabou por lhe dar uma precisão imensa: comentava-se que conseguia
por a bola onde quisesse. Pelo Atlético-MG, Éder conquistou cinco
títulos mineiros (1980, 81, 82, 83 e 89). Marcou 114 gols em 328
partidas.
Carlyle
O maior prazer de Carlyle era jogar futebol. Filho de pais ricos,
ele jogava no Atlético-MG simplesmente por gostar de fazer gols.
E gols bonitos. Carlyle não se contentava em apenas empurrar a bola
para o fundo da rede, sempre tentava enfeitar a jogada. E, mesmo
tendo esta preferência por grandes gols, Carlyle foi um dos grandes
artilheiros do Atlético-MG. Conquistou três títulos mineiros (1947,
49 e 50), marcando 56 gols em 131 partidas. Uma de suas partidas
mais famosas foi a que acabou com a invencibilidade de 15 jogos
do goleiro Barbosa, em 1948. Marcou três gols. Um deles, como não
poderia deixar de ser, de bicicleta.
Zé do Monte
Se existiu um jogador realmente apaixonado pelo Atlético-MG, este
jogador foi Zé do Monte. Declaradamente torcedor do clube, Zé do
Monte era um jogador clássico, dono de uma grande precisão nos lançamentos.
Era também bonito, e seu sucesso entre as torcedoras do Atlético-MG
arrastava verdadeiras legiões de atleticanas para os estádios. Mas
a maior paixão de Zé do Monte era mesmo o Galo, que defendeu em
443 partidas, marcando 26 gols e conquistando oito campeonatos mineiros
(1946, 47, 49, 50, 52, 53, 54 e 55). Além de fanático pelo Atlético-MG,
chegando a recusar várias propostas de outros clubes, era leal a
seus companheiros de time. Certa vez, irritado com a barração -
tida por ele injusta - do ponta Lucas pelo técnico Yustrich, rebelou-se.
Yustrich em pouco tempo foi demitido.
Toninho Cerezo
Toninho Cerezo sempre foi considerado o pulmão do Atlético-MG. Seu
fôlego impressionante e sua excelente colocação em campo fizeram
dele um dos mais eficientes meio - campistas da história do clube.
Em 339 partidas, Cerezo marcou 52 gols e conquistou seis campeonatos
estaduais (1976, 78, 79, 80, 81 e 82). Apesar da ótima forma física,
Toninho Cerezo ficava no campo pelo menos mais uma hora após os
treinamentos se exercitando. Talvez por isso, tenha sido um dos
mais longevos jogadores da história do futebol brasileiro, tendo
jogado até os 42 anos de idade.
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